Esta ilustração A5 foi uma Encomenda Editorial com um peso emocional considerável, criada para o livro de poemas da Câmara Municipal de Portimão. A obra interpreta o pungente verso de Manuel Pacheco Furtado sobre a infância desfavorecida: “(…) sempre me faltou carinho, amor não tive de ninguém, eu nasci tão pobrezinho, sem gosto que a vida tem (…)“
Análise da Emoção: A Pobreza e a Profundidade do Olhar Infantil
O estilo para este desenho A5 é de Registo SensÃvel, onde o foco está inteiramente na emoção transmitida. O desenho é feito com a linha Rotring, definindo a forma da criança sentada no passeio. A sua pose é de melancolia: mãos apoiadas nos joelhos e queixo, transmitindo uma profunda sensação de tristeza e pensamento.
A atmosfera é criada pelos laivos de aguarela cinza, que envolvem a figura e acentuam a sensação de desamparo e solidão, alinhando-se perfeitamente com a temática do poema. A simplicidade do traço e a sobriedade da cor, caracterÃsticas desta técnica, reforçam a mensagem emocional da obra.
Este trabalho demonstra a minha capacidade de traduzir a profundidade emocional e social de um texto para o formato visual.
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